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Geografia

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Carmo, Município brasileiro do Estado do Rio de Janeiro, localizado a uma latitude de 21º56’01” Sul e uma longitude 42º36’31” Oeste. Possui uma área em torno de 320 km². Estando a uma altitude de 347 metros em relação ao nível do Mar.
Clima Tropical de Altitude – Cwa
Fuso horário – UTC-3
Distância da Capital – 192 km
A sua população atual é estimada em mais de 18.024 mil habitantes, dos quais 72,3% vivem na área urbana, sendo que, de acordo com informações da Prefeitura, o município tinha 15.689 pessoas, em 2004, apresentando uma taxa de crescimento de 0,58% ao ano.
O município é vizinho a Sumidouro, Cantagalo, Duas Barras, Sapucaia, e também faz divisa com Além Paraíba.
Parte do município está situada na sub-bacia do rio Paquequer, um dos últimos afluentes do rio Paraíba do Sul que apresenta baixo teor de poluição aquática.

 

Histórico

Até o século XIX, as atuais terras compreendidas nos limites do município de Carmo eram caracterizadas pela presença marcante da Mata Atlântica original e pertenciam a uma sesmaria existente no município de Cantagalo.
Por volta de 1832, iniciou-se o povoamento da região através de colonos vindos do norte-fluminense, subindo o rio Paraíba do Sul, dentro do contexto do ciclo econômico do café.
Foi então promovida a derrubada da floresta no local, construindo ali a primeira igreja matriz em homenagem à Nossa Senhora do Carmo, surgindo assim o Arraial de Samambaia que depois veio a se chamar Arraial de Cantagalo.
Conforme informações extraídas do Livro Um Século de História Carmense, que foi editado no ano de 1977, no Centenário da Matriz de Nossa Senhora do Carmo, o povoamento inicial do Carmo teria sido em torno da primeira igreja matriz.
Iniciamos a história da igreja de Nossa Senhora do Carmo, citando as datas de 26, 27, 28 e 29 de maio de 1832, quando os primeiros colonos realizaram um roçado e uma derrubada, preparando o local para edificação da capela do Arraial de nossa Senhora do Carmo, no morro da Samambaia. Nascia ali o núcleo central, do que seria mais tarde a Cidade do Carmo
Com o desenvolvimento da região, o arraial tornou-se a freguesia de Nossa Senhora do Monte do Carmo, ganhando o nome de Vila do Carmo de Cantagalo.
Em 16 de agosto de 1877, é inaugurada a nova matriz da vila, cujos trabalhos de construção tinham se iniciado em 16 de julho de 1863 que só foram concluídos em 1876.
A emancipação política da vila só foi ocorrer através do Decreto Provincial nº 2.577 de 13 de outubro de 1881 e, finalmente, Carmo torna-se cidade no ano de 1889.

Bandeira do Município

Bandeira do Município

Brasão do Município

Brasão do Município

A transformação em cidade trará profundas conseqüências para o traçado dos logradouros da localidade, a qual passou por um planejamento urbano a fim de projetar o seu futuro crescimento.
Em 1921, a Light obtém uma concessão para explorar do potencial hidráulico do rio Paraíba do Sul, na Ilha dos Pombos.

Gentílico: carmense
Hino do Município do Carmo
Oh! Carmo Cidade Bela
Oh! Terra onde nascemos
Todo filho teu, te ama de verdade
Para toda a eternidade!.

Todo o Carmense quer ver teu progresso
Marchar para frente, para a frente
É orgulhoso e também desejoso
De fazer brilhar
A nossa terra e a nossa Gente!

Letra e Música: Edgard Gismonti
Arranjo: Joaquim França Guimarães

  Hino do Carmo

Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Nossa Senhora do Monte do Carmo, pela lei provincial nº 369, de 25-04-184 e por decretos nºs 1, de 08-05-1892 e 1-A, de 03-06-1892, subordinado ao município de Cantagalo. Elevado a categoria de vila com a denominação Nossa Senhora do Monte do Carmo, pela lei provincial ou decreto provincial nº 2577, de 13-10-1881, desmembrado de Cantagalo e Nova Friburgo. Sede na povoação de Nossa Senhora do Monte do Carmo. Constituído distrito sede. Instalado em 26-02- 1886. Elevado à condição de cidade com a denominação de Carmo, por força do decreto estadual nº.8, de 12-12-1889. Pela deliberação de 30-08-1890 e decretos estaduais nºs 1, de 08-05-1892 de 1-A, de 03-06- 1892, são criados os distritos de Córrego da Prata e Porto Velho do Cunha e anexado ao município de Carmo.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído de 3 distritos: Carmo, Córrego da Prata e Porto Velho do Cunha. Assim permanecendo em divisões territoriais de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.
Em divisão territorial datada de I-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos:

1º Distrito - Carmo

(Influência, Ilha dos Pombos, Aurora, Santo Antônio do Quilombo, Barra do São Francisco, Bacelar e Paquequer)
Brasão do Município
Praça Getúlio Vargas e Igreja Matriz Nossa Senhora do Carmo

2º Distrito – Córrego da Prata

Brasão do Município
Praça de São Cristóvão – Córrego da Prata

Córrego da Prata é um distrito do município brasileiro do Carmo, situado no interior do estado do Rio de Janeiro, na Serra da Prata, na divisa com Cantagalo pela localidade de Santa Rita da Floresta.
Um dos atrativos do local é uma bela cachoeira na Fazenda São Lourenço que é formada pelas águas do rio dos Quilombos, bem na divisa entre Carmo e Cantagalo e que possui uma altura total de 7,5 metros, com três pequenos saltos com altura em torno de 2,5 metros cada um. Outro atrativo é a Pedreira da Prata, um dos pontos mais altos do município, de onde é possível avistar o Estado de Minas Gerais, o Rio Paraíba do Sul e algumas cidades da região. A principal atividade econômica da Região é a Pecuária. Destacamos também a famosa, deliciosa e premiada “Cachaça da Quinta”, eleita o melhor destilado do planeta, por duas vezes, em Bruxelas, na Bélgica. Na comunidade está localizada a Capela de São Francisco de Salles, padroeiro de Córrego da Prata. O principal acesso ao distrito se dá pela RJ-160, que liga as cidades de Carmo e Cantagalo. Não se sabe ao certo o que teria originado o nome Córrego da Prata. Contudo, há relatos históricos de que a localidade era rota de passagem para quem saía das Minas Gerais para a região de Cantagalo, na época do ciclo do ouro na região de Ouro Preto. Essa rota teria sido usada pelo famoso ladrão de pedras preciosas, conhecido como Mão-de-Luva, que estaria na região fugindo das tropas do império. Ao atravessar pelo córrego que banha a localidade, teria deixado cair ali algumas de suas pedras, que não foram mais encontradas, originado daí o nome Córrego da Prata.

3º Distrito – Porto Velho do Cunha

Brasão do Município
Igreja Nossa Senhora das Dores – Porto Velho do Cunha

Em 1784, por ordem do Governador da Província de MG, Luiz da Cunha Menezes, foi construído um cais para atracação de barcas denominado Porto do Cunha - homenagem ao Governador. Foi, então, instalado o porto de registro por onde passava todo o ouro vindo das minas em direção à capital do país, Rio de Janeiro, e mais tarde, criado um novo porto conhecido como Porto Novo do Cunha (Além Paraíba). Por isso o nome Porto Velho do Cunha. O velho cais de madeira já não existe mais, nem as barcas, mas o paredão de pedras onde elas ficavam atracadas ainda está conservado. Fatos históricos e curiosos aconteceram aqui, como: a passagem do Mão-de-Luva, maior bandido do Império, que, fugindo da guarda real foi escondendo o ouro roubado daqui até Cantagalo, na intenção de buscá-lo mais tarde. Como foi capturado, toda a fortuna ficou perdida! Tempos depois... fazendeiros da região escavavam suas terras à procura daquele ouro, porém nada nunca foi encontrado. Há quem ainda pensa em procurar. Há quem diga também que Tiradentes e Dom Pedro II andaram por estas terras.
Localizado às margens do Rio Paraíba do Sul, Porto Velho do Cunha – 3º Distrito de Carmo, tem como atrativo principal a pesca esportiva, que também é uma importante atividade econômica da localidade.

Assim permanecendo em divisão territorial até os dias atuais.

Fonte: IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
Para conhecer mais sobre a cidade do Carmo, acesse o site da IBGE para ver o perfil detalhado e os indicadores socioeconômicos do município:
  http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?lang=&codmun=330120

A ADMINISTRAÇÃO DO MUNICÍPIO DO CARMO (1881/2017)

Prefeitos do Município do Carmo – RJ.

  1. Em 1922 – O Primeiro Nomeado (agosto/1922 a agosto/1923) Sr. Victorino Velho da Silva Paschoal. E outra vez nomeado, Prefeito Interino num período no ano de 1934.
  2. Em 1923 Eduardo de Souza Passos. (agosto de 1923 a agosto de 1924)
  3. Em 1924/1927 – O Primeiro Prefeito ELEITO, Dr. Alípio Coelho da Silva;
  4. Em 1927 – Prefeito Eleito, (1927/1928), Sr. Olímpio Tavares;
  5. Em 1928/1929 – Dr. Bernardo Bello Pimentel Barbosa;
  6. Em 1930/1936 – Dr. Thomaz de Carvalho Soares Brandão, Sr. Luiz Lemgruber Monnerat nomeado depois por Getúlio Vargas, Dr. Orestes Agnelo Azambuja e Sr. Galiano Gonçalves Guimarães. Victorino Velho da Silva Paschoal, assumiu por 06 meses como Prefeito Interino em 1934;
  7. Em 1936 Assumiu o Dr. Pedro Galvão do Rio Apa, transferido ao Prefeito, Sr. Antonio de Faria Salgado;
  8. Em 1940 – Sr. Agostinho Lemgruber;
  9. Em 1941/1944 - Nomeado Interventor por Getúlio Vargas, Sr. Luiz de Moura Pinheiro;
  10. Em 1944/1947 - Sr. José Fernandes Soares;
  11. Em 1947/1950 – Sr. Sebastiao Lutterbach Sobrinho
  12. Em 1950 – Sr. Sebastião L. foi licenciado, assumiu o vice Sr. Frederico Ferreira Barbosa;
  13. Em 1951/1954 – Francisco Lourenço Alves;
  14. Em 1954/1958 – Sr. Carlos Mesquita Soares, licenciou-se assumiu ovice, Sr. Frederico Ferreira Barbosa;
  15. 1959/1962 – Sr. Aprígio Ramos Alves, licenciou-se e foi substituído ora pelo Presidente da Câmara, Sr. Lúcio Medeiros Ferreira, ora pelo vice, Sr. Roberto Simões de Araújo;
  16. 1963/1967 – Sr. Manoel Gomes de Araújo, licenciou-se e foi substituído pelo vice, Sr. Rui Mesquita Soares;
  17. 1968/1969 – Sr. Aprígio Ramos Alves, licenciou-se e foi substituído pelo vice, Sr. Adão Costa;
  18. 1970/1973 - Sr. Flavio Quintas Maia;
  19. 1973/1977 – Sr. Esperidião Calil Filho;
  20. 1977/1980 – Renaldo Corrêa Lima;
  21. 1980/1982 – Houve Prorrogação de mandato p/ 02 anos, permaneceram, Sr. Renaldo Corrêa Lima e vice Carlos Araújo Braz;
  22. 1982/1988 – Sr. Esperidião Calil Filho, vice José Carlos Soares;
  23. 1988/1992 - José Carlos Soares;
  24. 1993/1997 - Sérgio Luiz Peres Soares;
  25. 1997/2000 – Odir Gonçalves Ribeiro;
  26. 2001/2004 – Odir Gonçalves Ribeiro;
  27. 2005/2008 – José Carlos Soares;
  28. 2009/2012 – Carlos Emanuel Ferreira Brás;
  29. 2013/2016 – Odir Gonçalves Ribeiro, licenciou-se a partir de novembro de 2013, vindo a óbito em fevereiro de 2015, neste período assumiu o seu vice Paulo Cesar Gonçalves Ladeira.
  30. 2017/2020 – Paulo Cesar Gonçalves Ladeira.

Bibliografia